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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Frase do dia

     

... Uns trocam seis por meia dúzia.
Eu troquei seis por cinco delas. E mais!...

    

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Biologia e a Visão

              

Dos Mundos Paralelos - A Biologia e a Visão


Gosto da palavra “irmão”. Trata-se de uma daqueles pedaços da língua mátria que soam aquilo que são. É fechada. Concreta. Talvez por ter como sufixo uma parte essencial do corpo humano que, aqui, enxergo como mão fechada em outra, num aperto quente e sincero. Rijo de irmandade.

Na sua versão feminina, como cabe ao universo de Vênus, as coisas são tanto mais impalpáveis quanto mais fortes. Irmã soa como imã. União através de partículas invisíveis de magnetismo idem. Dizem que existe uma razão, mas o que vemos é simplesmente a atração, partículas com vontade própria se movendo pelo espaço para junto de um ponto comum de convergência e unicidade.

A humanidade gosta de explicar as coisas como se não fosse o supra-sumo do pó que habita um grão de poeira estelar. De fato, dá um conforto danado imaginar-se como autor de descobertas e teorias cujo significado e razões jamais alcançaremos. Daí o tal magnetismo que no seu sentido emocional atinge gradações românticas que geram uma Julieta e um Romeu.

Pois é na ânsia de explicar o imponderável que surge a tentativa de se enquadrar, catalogar e definir o papel do irmão. A priori nasce-se com alguns caso os pais sejam prolíficos em constituir grandes famílias. A biologia aqui define o que e como são seus irmãos e, num ímpeto louco de controlar o caos cromossômico, a raça humana tenta tirar desse acaso uma cumplicidade compulsória e natural. Tolice.

A cumplicidade reside no ambiente do inexplicável. Acontece, encontra-se, bate-se com ela como se tropeça numa pedra da calçada ou num barranco. E, de repente, a mágica se faz num parto etéreo que envolve forças poderosas e universais tais quais as coisas magnéticas sugeridas nos livros de física. Nasce um(a) irmão(ã). É o milagre da vida sem hospital, sangue, choro e tudo aquilo que especifica a nossa natureza irracionalmente animal a todo custo escondida.

Existimos, assim, sitiados entre universos paralelos. O da biologia e o da real visão. De um lado os rituais sociais que mantém a tribo de pé e impede o canibalismo latente. De outro, o esplendor de sentir o universo trabalhando num tecido que jamais conheceremos.

O bônus é que, uma vez reconhecido e aceito, esse tecido é boa malha que aquece, acolhe, e traz recompensas e sinais da verdadeira família que devemos constituir para o nosso próprio bem.