Sou do tempo da medalha de honra ao mérito. Alguns podem argumentar que existiam medalhas demais naqueles idos, e é verdade. Medalhas militares de governantes biônicos. Mas essas faziam parte de um outro universo.

Os professores, por sua vez, faziam a sua parte como catalisadores desse processo salutar de saltos quânticos de aprendizado e saber. Hoje, é muito duro constatar, a honra já não significa muito e o mérito vale absolutamente nada. Senão, como explicar professores da rede estadual de São Paulo protestando nas ruas CONTRA a meritocracia como balizadora de salários? Pergunte-se a esses pretensos educadores: existe outra saída para uma classe que forma alunos analfabetos funcionais?
Alguns dizem que essa era uma manifestação derivada de uma greve política. Mas, calma aí! As tendências e vertentes políticas não deveriam andar distante da educação? Ou será que percorremos tão pouco caminho desde o tempo dos quepes no poder? Ali sim, as escolas e professores eram obrigados a determinadas linhas de conduta e ensino. Mesmo assim, ousada e bravamente, esses educadores de então resistiam e, pasmem as novas gerações, ensinavam! Isso por amor ao ofício e à responsabilidade de professor, correndo, muitas vezes, riscos pessoais.
Por outro lado, e como um espelho distorcido e às avessas, nossos professores de hoje limitam-se não a resistir, mas a vestir a carapuça pelega de um pretenso poder popular que honra o demérito, a ignorância e o semi-analfabetismo.
Onde vamos parar? Lutei em passeatas amarelas pelo direito de viver em um estado democrático e de direito. É hora de questionar: Existe democracia e direito onde não há honra ou mérito?
É óbvio que não.